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O sketch do trabalhador transfronteirico: humor que une tres fronteiras

Engarrafamentos, estacionamento e sotaques misturados: o quotidiano do trabalhador transfronteirico tornou-se um genero comico proprio no Luxemburgo.

Por Lina Weber··1 min de leitura

Todos os dias, dezenas de milhares de pessoas atravessam as fronteiras belga, francesa e alema para trabalhar no Luxemburgo. Este fenomeno massivo gerou logicamente o seu proprio subgenero de sketches: a personagem do trabalhador transfronteirico, presa entre dois paises, duas linguas e um estacionamento impossivel de encontrar. Tornou-se um classico das contas de humor locais.

Um quotidiano super partilhavel

O segredo destes sketches e a ultra-especificidade: o engarrafamento recorrente, o despertador antes do amanhecer, o sotaque que denuncia o pais de origem. Quanto mais preciso o detalhe, mais leva a marcar um colega que vive exatamente a mesma coisa. E o combustivel do viral local: nao se partilha uma piada, partilha-se a prova de que nao se esta sozinho.

Rir juntos em vez de dividir

O angulo que torna este genero duradouro: nao goza nem com os transfronteiricos nem com os residentes, ri-se de uma situacao partilhada. Um bom sketch do transfronteirico une Arlon, Thionville, Trier e a cidade do Luxemburgo na mesma gargalhada. Numa altura em que tudo pode dividir, um humor que junta tres fronteiras a volta do mesmo engarrafamento e quase um servico publico.

Fontes

  • Analyse du sous-genre comique du frontalier dans les sketchs locaux
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