Deinfluencing: comprar menos é o novo hype
Depois de anos de "compra isto", as redes descobrem um plot twist: o vídeo que bomba agora é "não compres isto".
O frasco de vidro cheio de massa, o armário minimalista, a rotina "uso até ao fim": a estética da sobriedade invadiu os feeds. Chamam-lhe "underconsumption core" ou "deinfluencing" — mostrar o que não compras e acabá-lo em vez de o substituir.
Por que cai tão bem
Porque é um alívio. Depois da overdose de hauls e dos "5 produtos indispensáveis", ouvir alguém dizer "não precisas de nada disso" é quase relaxante. O lixo zero já não se vende como disciplina punitiva, mas como um regresso à calma — e à carteira cheia.
No Luxemburgo, ressoa (com uma cilada)
O Grão-Ducado já tem os seus repair cafés, mercearias a granel, give-boxes de bairro e oficinas de reparação associativas: o movimento das redes apenas dá holofotes a práticas locais bem reais. A cilada a evitar: transformar "comprar menos" em mais uma estética perfeita pode virar nova ordem para consumir — a verdadeira sobriedade é justamente não precisar de uma coisa nova para a provar.
Fontes
- Décryptage éditorial des tendances "zéro déchet", "deinfluencing" et "underconsumption core", avec écho luxembourgeois, sans marque ni personne nommée.
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